sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Oradeus


(Dead Calm Nantucket - Sergio Roffo)
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ORADEUS
(Anderson Santos)
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A íris é o arco, e não o arco-íris
nos olhos-espelho vejo apenas flechas
banhadas no fel da alma que escurece
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e ainda assim me colhes em carinho
destemendo espinhos e quaisquer defesas
para desfolhar-me, pétala por pétala
na busca infinita do teu bem-me-quer
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(eu sigo pensando que tu mal-te-queres)
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desvio a sinistra, apego-me à destra
sigo intempestivo a teia do meu tempo
perpendicular ao que te é paralelo
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(cansei de ferir meu ego nas partidas)
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deixo um aceno no assento ao lado
e um rastro da cor do cheiro do teu medo
no paço oposto ao que tomei por rumo
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(que o teu pilar seja pra sempre uno...
...adeus).
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2 comentários:

  1. André,... esse poema é realmente belíssimo viu. Que achado meu querido. Meus parabéns ao autor e à você pelo bom gosto de sempre. Ficou uma linda a postagem.
    Beijusssssssssss

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  2. Como sempre, o poema está lindo. Só para confirmar, os novos endereços do "Alma de Poesia" e "Natureza Poética" já estão atualizados, bjksss;)

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