terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Aquele Cuja Fome Espera

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AQUELE CUJA FOME ESPERA
(Marco Antônio de Araújo Bueno)
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Aquele cuja fome espera
A fome que estará saciada
No outro, enquanto este, quimera,
Padece de fome engaiolada...

E, se o que sacia a fome está, sempre
Apenas onde nós a pomos,
Pra que enraizar felina fome
Entre patas caninas e alpiste sem nome!?

E se, então, surgir a liberdade
Que desmoronasse a espera em cadeia
E desencadeasse uma fome dual?!

Libertos estariam, um para o outro,
E, ambos, para a saciedade
Ou para uma liberdade de esfomear-se da falta...
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2 comentários:

  1. Anônimo12:15 PM

    No blog wwwaraujobueno.blogspot.com
    {sem ponto no "W", colado no nome}-
    há um descritiva das condições de produção deste soneto, a partir da Oficina de Produção Literária coordenada pelo escritor Nelson de Oliveira. Este fará aniversário em Março próximo, foi construído em 20' e a partir de um cartoom. Tornou-se emblemático da minha inserção definitiva no trabalho literário, já que deflagrou um processo de "auto-convencimento" consolidando, sabatinado por meus pares, a incursão definitiva e não mais diletante na Literatura de qualidade.

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  2. Marco, como é que, além de lutar espartanamente com a tese de doutorado,
    escrever prosa de ficção e poesia, amar sua mulher amada, respirar, comer e
    dormir, ler Kafka e outras delícias da literatura onírica, você ainda encontra
    tempo pra manter um blogue?! Eu tiro meu chapéu...
    Parabéns pela premiação!
    Um abraço,
    Nelson

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